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“Aula de cidadania” marca manifestação da ETEC

20 de novembro de 2008

Alunos usaram nariz de palhaço e foram para a rua

Eles não chegaram a formar uma multidão. No entanto, aproximadamente 100 pessoas com um objetivo bem definido estiveram presentes na manifestação realizada na manhã de hoje (20) ao lado da Escola Técnica Estadual Canguçu (ETEC). Durante uma “aula e cidadania”, como foi chamada a manifestação, alunos e professores utilizaram um carro de som para se posicionarem quanto aos últimos acontecimentos envolvendo a educação no Estado. Eles reivindicam a valorização do salário dos professores gaúchos, motivo que fez a classe ingressar em uma greve que já dura quase uma semana.

O professor Sérgio Vargas, representante municipal do CPERS/Sindicato conversou com Canguçu On Line sobre o caso. Confira:

Qual a maior exigência dos professores?
Queremos que o Estado se adapte ao Piso Nacional que começará a valer a partir de janeiro de 2009 – que estabelece R$ 950 por 40 horas de trabalho semanais. É uma lei federal, estados e municípios terão de se adequar. O Governo Federal já se propôs a transferir recursos para o fundo de educação até o ano de 2010 para aqueles estados ou municípios que necessitarem de ajuda no começo”.

Professores também levaram faixas

Qual a situação atual da negociação com o Governo do Estado?
“Ontem (19) aconteceu, em Porto Alegre, reunião com a secretária estadual da Educação Mariza Abreu, que se apresentou irredutível com a questão. Para piorar, a Governadora entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) por considerar inviável a medida”.

O que o Governo propõe?
“A Governadora retirou o caráter de urgência do projeto e propões um ‘falso piso salarial’, ou seja, pagar R$ 950 somente para quem já trabalha 40 horas semanais e ainda não recebe esta remuneração. Sendo assim, de 90 mil professores existentes no Estado, apenas de 600 a 1.000 seriam beneficiados”.

Manifestantes utilizaram o carro de som para falar ao público

Como os professores de Canguçu irão agir?
“Diariamente, às 8h30, estamos realizando reuniões na ETEC para definirmos os próximos passos da nossa reivindicação. Na próxima semana pretendemos realizar uma audiência pública na Câmara de Vereadores para tratar do caso”.

Fala, leitor!
Como você avalia esta queda de braço entre professores e Governo do Estado?

*Somente é permitida a reprodução desta matéria se citada a fonte Canguçu On Line

Arquivado em: Cultura e Educação I

6 Comentários »

  1. Comentário por anonimo — 20 de novembro de 2008 (17:14)

    Justa a manifestação/. A tarefa dos professores é uma das mais nobres, pois além de transmitir o ensinamento ainda colaboram na formação do cidadão. Os educadores devem ter uma valorização maior. Pena que os governantes, deputados, lembram-se da educação apenas na hora do voto. Onde eles estão agora???. Estão apoiando??? A questão é a nivel estadual. Observem bem, pois nessas horas é que ficamos sabendo quem é quem.

  2. Comentário por Ítalo Dorneles — 20 de novembro de 2008 (17:32)

    Falando em deputado… e o “nosso” deputado de Canguçu, de que lado esta ?!
    Alguem saberia me informar ?
    Do lado dos professores ou do lado da Yeda ?!
    Abraços

  3. Comentário por anonimo — 20 de novembro de 2008 (23:02)

    É lamentavel quando se perde a dignidade por uma luta. O CEPERS virou boneco de manobra de partido politico, e ja começa a se estruturar para eleição de 2010… Olhem só em qual governo nao fizeram greve… advinhem!!!
    É logico que os professores precisam ser mais valorizados, mas nao é levantando uma bandeira de uma agremiação politica que vao obter exito na sua luta.

  4. Comentário por Marcos Pinheiro — 21 de novembro de 2008 (15:59)

    Houve greve em todos os últimos governos estaduais. Só que a governadora Yeda manda o efetivo da brigada militar atirar com bala de borracha e bombas de efeito moral na manifestação feita há alguns dias na marcha dos “Sem”. Houve um governador que diferente disso, foi em um ginásio e discutiu frente a frente com os professores suas reinvindicações. A dona yeda estufa o peito dizendo do “déficit zero”, mas não contou aos gaúchos do esquecimento total da educação, saneamento básico, moradia, saúde. enquanto os grandes da iniciativa privada fazem o que querem com o dinheiro publico. pq seria?

  5. Comentário por Carla Rodrigues — 23 de novembro de 2008 (18:17)

    Gostaria de responder ao caro “anonimo”. Sou professora estadual desde 1998 e em todos os governos houve greve, ou seja, nos governos Brito, Olivio, duas no governo Rigotto e agora governo Yeda. Cabe ressaltar que em nenhuma houve tanta repressão à categoria, como bem ressaltou Marcos Pinheiro que foi aluno de escola publica e viveu esses momentos. Quanto a partidarizaçao do Cpers acho que o amigo “anonimo” poderia se informar melhor, inclusive investigando as filiaçôes partidarias dos dirigentes, talvez se surpreenda. Parabéns Diego pela iniciativa do jornal on line.

  6. Comentário por anonimo — 7 de dezembro de 2008 (15:40)

    Sra. Carla também fui aluno de escola pública e sempre vi com indgnação a ligação dos lideres do CPERS com a entidade partidária…
    Rever filiações… só um momento… Carla Rodrigues - PT, Sérgio Vargas - PT, Stela Farias - ligada ao CPERS e hj deputada estadual e advinhem qual o partido dela PT…

    Abraços Professora…

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